terça-feira, 5 de junho de 2012

40 anos do naufrágio do Presidente Vargas


ontem 04 de junho nos remete a relembrar um episódio sombrio na história da navegação da Amazônia. O naufrágio do navio Presidente Vargas, a joia mais rara e cara da frota branca da extinta ENASA.
Era um domingo quando tudo aconteceu. O navio havia feito sua viagem de Belém no sábado, 03, naquele ano de 1972. Teria acabado de sair do dique da empresa onde estava fazendo alguns reparos. Saiu de Belém as 14h, parou em Mosqueiro e atracou em Soure as 17:30h. Inacreditável mas era esse o tempo que fazia, mesmo com a parada em Mosqueiro.
O blogueiro João Lima Pinheiro, hoje Secretário de Turismo de Soure, um dos passageiros da última viagem do lendário navio relata em seu blog, com saudade, a experiência vivida na relação com a bela e confortável embarcação. “Ainda me lembro daquele 03 de junho de 1972. Um sábado, saí de Belém, para Soure, na costumeira viagem das 14h, com parada em Mosqueiro. Apesar dessa parada, às 17:30 estava aportando na chamada “Perola do Marajó”.  Retornei a Belém, saindo de Soure às 18:00 e por volta das 21h já estava em Belém. Para os dias de hoje, parece incrível, mas é rigorosamente verdadeiro – três horas de viagem – Soure-Belém. O Presidente Vargas após a viagem de sábado, faria a viagem de domingo, 04 de junho, Belém-Mosqueiro e depois viria direto para Soure, de onde voltaria para Belém. Mas não houve volta. O navio Presidente Vargas, nunca mais voltou para Belém.”
A data deve servir como reflexão para todos nós, pois depois do Presidente Vargas, os que vieram em seguida não conseguiram suprir sua falta e nosso contato com a capital, apesar de vivar outros momentos devido a intensificação da demanda, registra fatos deprimentes de humilhação e desrespeito com nosso povo marajoara. Que a memória do Presidente Vargas sensibilize os dirigentes do transporte público no Estado para que olhem por nós e melhores as nossas condições. Amém. blog do Dario Pedrosa

1 comentários:

Geraldo Leony Machado disse...

Vivi essa notável experiência de sair de Belém rumo à Soure. Inesquecível. Aquela cidade bucólica, de povo bom, hospitaleiro e laborioso. Lá conheci os Pamplona, os Elleres, os Magalhães e outros cujos sobrenomes não recordo, nestes meu colega do Magalhães Barata HAMILTON. Sou baiano e em Salvador resido, mas, há saudade de lugares e de pessoas.

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